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O Projeto Tecendo Nossa História transformou vidas. Mais de 600 pessoas do Brasil e do exterior já participaram das oficinas de bordado integrativo. Nos depoimentos abaixo, os participantes falam da sua experiência junto ao projeto.
Conheça os participantes,
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Os Sentimentos Bordados
“Eu estou sentindo uma coisa tão gostosa, todo mundo junto fazendo o seu trabalho, todo mundo com força de vontade. Eu gosto de trabalhar em grupo. Sozinha, eu começo e deixo. Em grupo tem mais força de vontade. Gostei demais (do bordado), vou colocar na parede da minha casa, na parede da sala”.
Maria Martins Rosa, 66 anos, participou do projeto realizado no Museu Afro Brasil.

“Apesar de ter sido libertado, a gente continua a se sentir escravizado por causa do preconceito. O meu bordado é uma maneira de dizer que não deveria haver isso porque o sol nasce para todos”.
Elizabete Batista da Silva Oliveira, 34 anos, participou do projeto realizado no Museu Afro Brasil.

“Sem dúvidas, o trabalho com os bordados foi edificante para todos. As pessoas puderam compreender melhor o sentido de apropriação da própria cultura e desenvolver mais senso de responsabilidade com o patrimônio da Companhia. O trabalho possibilitou ainda valorizar o individual dentro do coletivo”.
Mestre Silvio, do Grupo Cambaiá - Cia. de Moçambique de São Benedito.

“Foi interessante perceber as pessoas se soltando aos poucos e um trabalho que era para ser individual, virou um trabalho em equipe. Cada um auxiliava no trabalho do outro, com idéias ou com o passar da agulha, da linha. A oficina nos absorveu por completo e nos tirou desse ambiente. Foi um momento prazeroso, relaxante, esqueci que estava no trabalho”.
Maria Beatriz de Andrade Carvalho, participou de oficina no Poupatempo Santo Amaro.

“A oficina nos ofereceu a possibilidade de experimentar diferentes formas de costura, de tecer nossa própria história, despertando nossos sentimentos através da escolha das cores e das linhas. Esse trabalho realizado pelo Tecendo Nossa História nos fez ter esperança e confiar no desenvolvimento da humanidade e na ajuda do outro que está ao nosso lado”.
Adriana Teles, participou do projeto desenvolvido na Associação Comunitária Monte Azul.

"É mais fácil ficar bordando o que a gente quer ser ou o que a gente sente do que ficar com aquilo só na mente. A gente está dando um passo a mais, colocando aquilo pra fora, colocar aquilo no tecido que a gente sabe que vai estar ali pro resto da vida."
Lilian Caetano, 14 anos, depoimento que integra o documentário Tecendo nossa História e Bordando Novos Caminhos.
"A mudança, muitas vezes foi o bordado que abriu o meu olho, que muitas vezes eu era meio revoltado, nervoso, não conseguia fazer nada, qualquer coisinha eu já estava estourado, querendo pular em cima de todo mundo. Aí, o bordado foi me acalmando, foi descansando minha alma. Daí eu sou calmo, dá para fazer as coisas, aí eu passei a gostar."
Jhonny E. Domingos Ap. Santos, 11 anos, Ação Comunitária Senhor Santo Cristo.

"Here, this situacion very peaceful of my mind and here everyone is very nice and I like the way that Valderine´s commanding get-together. That´s, but I can enjoy this needle work."
"Aqui, está uma situação pacífica para a minha mente, todos são muito legais e eu gosto do jeito que Valdirene comanda o encontros. É isso. Eu posso aproveitar o trabalho."
Ravindra Manichavasagan, participou da oficina realizada na Association Autor de Vous, na França

“O bordado alegrou as mulheres
do prédio. Dia sim, dia não vinha alguém
saber quando teria aula novamente. O bordado foi muito
importante pra mim porque achava que nunca iria conseguir
pegar em uma agulha. Um belo dia, apareceu aqui, no
Movimento, uma fada que fez um grande milagre para nós.
Fiquei muito assustada porque de repente estava fazendo
algo muito importante. E o melhor com minhas mãos.
Não acreditei nisso, pensei que era um sonho,
mas graças a Deus é verdade”.
Jovelina Mendes de Sousa, do Movimento
de Moradia do Centro – MMC.

“Durante a realização
deste trabalho estivemos do outro lado, podendo experimentar
daquilo que oferecemos aos nossos usuários. Foi
prazeroso resgatar pontos e nós de vivências
da infância, foi valioso bordar a diversidade,
fazê-la bonito azul-céu, verde, lilás,
construir um arco-íris de histórias, formando
um traçado colorido”.
Elisabete Evangelista Ferreira, do Centro
de Convivência e Cooperativa – CeCCo Parque
Raul Seixas.

“Cada ponto significava uma
vitória para aqueles que não estavam acostumados
com este tipo de bordado, pois algumas delas alegavam
que não saberiam fazer, tamanha a simplicidade
dos pontos. Contudo, prazeroso mesmo foi visualizar
‘criador admirando sua criatura’. A felicidade
destas em ver que um simples desenho tomou cor e forma
através de suas mãos, utilizando recursos
simples. Este painel é fruto de um trabalho por
parte daqueles que acreditam na capacidade de superação
do ser humano”.
Sandra Heráclia, da Casa Abrigo
Campo Limpo.

“Ao bordar sentimos a alegria
de estar produzindo algo bonito que muitas vezes pode
nos trazer a sensação de algo que realizamos
com carinho, algo que realizamos às vezes com
dificuldade, mas que conseguimos realizar”.
Marisete R. Andrade, participante do Grupo
Tecendo a Vida.

“Na comunidade só mexemos
com isso: verduras, legumes, morangos. A gente não
mexe com essas coisas de arte, bordados. Lá é
muito isolado, se não fosse a irmã Maria
José a gente não saberia fazer um ponto.
Pedi para colocar no painel coletivo os morangos e os
legumes para representar nosso lugar, pra representar
a gente da zona rural”.
Maria de Fátima Almeida Ribeiro,
da Comunidade Nossa Senhora do Rodeador, na zona rural
de Brazlândia, participante da oficina realizada
no Conjunto Cultural da Caixa Econômica de Brasília.

“Participar da oficina Entrelinha
e Cores foi uma delicada, porém, intensa oportunidade
de arrematar os pontos que estavam soltos na minha busca
pessoal. Mesmo não sabendo bordar me senti respeitada
em minha limitação e valorizada em meu
trabalho. Os pequenos quadros que pareciam frágeis
em nossas mãos, ganharam força e presença
quando reunidos. Nosso painel acabou por contar uma
linda história sem perder a beleza e a individualidade”,
Gracinha Nascimento, participante da oficina
realizada no Conjunto Cultural da Caixa Econômica
de Brasília.

“O pai do Leonilson queria
que ele fosse dono de lojas de tecido e ele falou para
o pai que queria ser artista plástico. Achei
muito interessante porque ele (Leonilson) expressava
tudo que sentia, ele fez o que o coração
dele pediu. Na hora que a irmã do Leonilson leu
o poema dele, fiquei muito confiante no que meu coração
estava pedindo para eu fazer – prestar mais atenção
nas coisas, estudar mais, deixar meus pais orgulhosos,
ter mais dedicação nas coisas e aproveitar
as chances que a vida dá”,
Jackson Santos Nascimento, 13 anos, participante
do projeto Tecendo Nossa História: o bordado
como uma forma de expressão dos sentimentos,
registro e manifestação artística,
realizado em 2004 na Associação Grupo
de Mães Novo Amanhecer.

“Muito boa a experiência,
que eu não vivia há muitos anos, principalmente,
na hora da costura, sentia consertando alguma coisa
por dentro”,
Vânia Maria Souza, participante da
oficina realizada na Semana de Atenção
aos Portadores de Necessidades Especiais, na Fundação
Memorial da América Latina.

“É como quando você
está com o coração apertado, depois
que você chora te alivia... Bordar também
é assim. Quando fiz o bordado das casas, coloquei
todo o sentimento que tive na infância –
derivado do desejo e da necessidade de morar somente
com a minha família –, depois que terminei
me senti aliviada, passou... hoje olho para ele e não
corresponde mais com essa imagem da minha infância”,
Márcia Germano, participante do
curso realizado na Oficina Cultural Oswald de Andrade.

“Pude ter muitas sensações
diferentes. A mais pessoal foi de estar bordando com
tanta gente, ao mesmo tempo, no mesmo espaço.
E por incrível que pareça, eu, que já
bordava tanto, não consegui produzir quase nada.
Mas o que aconteceu é que a beleza dos trabalhos
que iam surgindo me impactavam o coração,
os olhos, todos os sentidos. Nasciam muitas perguntas.
Para mim, a grande experiência não foi
com o bordado em si, mas com o que acontece com cada
um de nós quando nos expressamos na mais pura
das simplicidades. Foi ver que o ‘pacto’
que nós, participantes, fazemos, é indizível,
é quase ‘inverbalizável’,
mas é ‘visível’”,
Priscila Frota, participante do curso realizado
na Oficina Cultural Oswald de Andrade. |